Barreado

Para quem não conhece, o barreado é uma comida paranaense deliciosa que tem um preparo muito demorado. Cozinha por muitas horas, mas quando a gente come… Nossssssssssss, é um orgasmo.

Nas minhas analogias homens/sexo com comida, o barreado é a melhor definição para uma história atual. Há um barreado em minha vida.

Conheci o bophe em um aplicativo. 23 aninhos, Áries (um dos meus signos preferidos na cama), do sudeste. Deu match lá no app e nos papos. Demorou, mas nos conhecemos pessoalmente. Alto, um sorriso lindo, umas covinhas quando ri… A calcinha logo que olhei, mas tive que recolocá-la no lugar, pois havia uma namorada no meio do caminho/no meio do caminho havia uma namorada. Eu me pretendia solidária à mocinha, lance de sororidade, evolução pessoal, lembranças do chifre, etc. E o moçoilo dizia ser fiel. Respeitei. A contragosto, mas respeitei.

Mas uma vez sebosa soul, forever sebosa soul. Tão decepcionante ver que minhas ideologias não sobrevivem aos meus apetites. Freud há de explicar bem esse fenômeno.

Papo vai, papo vem, combinamos de beber algumas vezes e é sempre legal, mas ninguém perdia a linha. Há umas duas sextas, fomos beber vinho em sua casa. Seus colegas de ap não estavam. Éramos só ele e eu. Aquele dia, exercitei todo o meu autocontrole. Nem me reconheci.

Quanto mais o vinho baixava na garrafa, maior era a minha vontade de pular em cima dele, mas eu fiz a phyna, a egípcia, a lady… Saí de lá super xoxa, como quem perdeu o jantar da festa e foi embora com fome.

Eu já tinha diversos indícios de que daquele mato sairia coelho, mas continuava na retranca, pois o moço era fiel… E é tímido, o que complica a decodificação dos sinais.

Eis que o fiel, há poucos dias, manda uma mensagem logo cedo contando que sonhou comigo. Eu perguntei como foi o sonho, achando que seria algo banal ou até um sonho ruim. Qual não foi minha surpresa quando ele conta que era um sonho em que nós dois transávamos num avião. Minha calcinha caiu antes de terminar de ler a frase, e eu tomei aquilo como uma declaração de vem, que eu tô facinho. Respondi dizendo que era um sonho muito bom. Agora vai! – pensei.

Há uns 3 dias, num dos papos pelo whats, ele me pede uma foto. Eu mando (não era nude, só pra esclarecer) e ele responde com um “Mulher, me beija”. Como assim, ômi???? Isso não se faz. Mas respirei fundo e aceitei a deixa: “Olha, quem brinca com fogo, termina se queimando” – foi minha resposta. Ele não deixou por menos e disse que não tinha medo de calor. Avisei que se preparasse. Alea jacta est, pensei. Não tinha mais condição de resistir. O barreado estava quase pronto.

Terminei o longo dia de ontem, após festa da uni e cerveja no boteco pé sujo, degustando o barreado. Foi uma pequena, mas deliciosa degustação. Assim que estiver pronto, ponho na mesa e me fartarei. De verdade, estou muito faminta!

Carnaval começando bem 😉

 

Gente como a gente – Glauci

Este texto vem inaugurar uma categoria nova no blog: gente como a gente. Seguindo a ideia de um amigo jornalista, resolvi contar histórias de pessoas que cruzam meu caminho.

São mulheres, homens, crianças, pessoas idosas, de todas as cores, credos, idiomas, origens e profissões. Onde eu as encontro? Por todo lugar onde ponho minhas patinhas. O que conversamos? São elas que decidem. Elas existem mesmo? Sim, porém algumas delas estarão aqui sob uma outra forma. Algo como “são todas elas juntas num só ser”.

Tenho um talento de atrair pessoas para papear. Elas me fazem confidências, desabafam. Muitas e muitas vezes só querem ser ouvidas. Algumas sentam ao meu lado, falam, falam, depois se levantam e nem se despedem. Com outras, troco telefone. Algumas choram e me fazem chorar. Outras me acompanham em longas escalas em aeroportos ou estações de trem pelo mundo. Outras ainda virão até mim. Outras viraram amigas.

Este é o caso da Glauci, uma mulher de 43 anos, separada e mãe de 3 filhos. A Glauci só está realizando seu sonho de aprender a ler e escrever agora. Apesar disso, conseguiu comprar terrenos e casas para morar e gerar uma renda extra com o suor do seu trabalho. A Glauci é uma mulher muito inteligente, como se pode perceber. Se tivesse estudado quando criança, talvez fosse uma advogada ou delegada defendendo os direitos e lutando contra a opressão das mulheres negras. Mas a Glauci teve que se tornar faxineira, como tantas mulheres negras e pobres do Brasil.

A Glauci trabalha desde a infância em serviços pesados. Primeiro na terra, depois nas casas das sinhás repaginadas. Aos 15, a Glauci foi estuprada pelo namorado. A mãe a expulsou de casa e ela teve que casar com o cara. Foram para o Rio, cidade dele, e tiveram 3 filhos. A Glauci só descobriu que sexo era bom depois que se separou do pai dos filhos que, segundo ela, era um zero de cama. Hoje é super bem resolvida e eu rio muito dos causos que ela me conta.

Para ela, homem pequeno é meia taça, e ela não aprecia. O pau, pra ela, é pé, e ela só gosta de quem calça 42, 44, 46…Também gosta de homem mais novo, como eu, e adora dançar. E como dança bem! Outro dia, ela me disse que nunca conseguiria ser evangélica, como quase toda sua família, pois não pode ouvir uma lata batendo. Eu ri muito!

Ela pega no pesado sem medo. Está reformando seu barraco, como costuma chamar, e já prometi que vou lá quando estiver pronto. Estão pensando que ela fica só olhando o pedreiro construir tudo? Engano absoluto. A Glauci carrega tijolo, carrinho de mão com areia e pedra, sacos de cimento. Nunca vi uma mulher tão trabalhadora e destemida.

Mas a Glauci é crédula demais nas pessoas. Ajuda quase todo mundo que lhe pede, mas nem sempre recebe gratidão de quem ajuda. A começar da própria família. Sua mãe nunca lhe deu um presente em data alguma. Sequer um parabéns no aniversário recebeu da mãe nesses 43 anos de vida, e isso dói nela como uma ferida aberta.

Todos os dias tenho a felicidade de encontrar a Glauci sorrindo e me dizendo “Bom dia, jovem!”. Eu a admiro muito, desejo-lhe sorte, amor e felicidade, pois poucas pessoas merecem isso mais que ela.

 

Critérios e aplicativos

Estava eu assistindo a este interessantíssimo documentário quando tive um insight sobre pegar tão pouco bophe, mesmo estando nos aplicativos desde que cheguei aqui.

Eu não conseguiria ser uma Catherine Millet nem de longe. Tudo porque na minha vida sexual, mais que em outros aspectos, há um elemento de extrema importância: critério. Acho que eles devo usar no plural, pois são alguns. São os critérios que determinam a probabilidade de eu ficar ou não com alguém. E eu levo isso muito a sério.

Outro dia, conversando com um grupo de amigas, uma disse que seu único critério era achar o cara gostoso. Se ela o achasse gostoso e ele desse mole, ela transava. Outras nunca pensaram se tinham ou não critério. Eu fiquei pensando mais detalhadamente no assunto e vi que comigo a coisa é beeeem mais complicada.

Eu beiro o 0% de romantismo. Não acredito no amor romântico, nem em alma gêmea, nem em casamento, nem em amor eterno, nem em monogamia e nunca quis ter filhos ou construir o projeto família. Isso deveria facilitar a minha vida de predadora, certo? Nem tanto. O fato de ser assim me livra de várias roubadas, mas não aumenta as ofertas do meu cardápio. O local onde estou é o grande responsável pela minha escassa alimentação. Eu acho todo mundo baixo demais, ou feio, ou burro e/ou machista (às vezes é o combo), e estes já são os primeiros critérios para eliminar alguém do cardápio.

Outro dia, estava eu no Tinder zapeando aquela lixarada toda, quando vi a descrição interessante de um cara. Não tinha foto dele (erro n.1 que eu parei de cometer depois dessa), mas eu o achei tão interessante – principalmente pelo #ForaTemer – que resolvi ver qual era. Fiquei super sequinha quando ele mandou a foto. Que pena! Ele tentou marcar um encontro para a mesma semana, eu fingi interesse, mas não confirmei no dia seguinte se rolaria ou não. Depois, ele conversou comigo mais umas várias vezes, e eu sempre enrolando, me fingindo mais ocupada do que realmente sou, até que decretei que não iria sequer marcar de conhecê-lo, pois já sabia da minha decepção quando estivéssemos ao vivo. Os aplicativos têm esse poder de me decepcionar.

Quando estou lá na vitrine do mercadão da carne, eu tenho todo o tempo do mundo para analisar minuciosamente a foto, daí haja defeito. Ali é só uma imagem estática. Como eu vou saber se ao vivo o cara vai me interessar? Sempre fico curiosa sobre essas pessoas que já têm certeza de que vão transar com a pessoa do aplicativo ter sequer encontrado. Sempre conto com a minha possibilidade do desencanto pela imagem em movimento. Porém, já observei que, se eu achar o cara bonito na foto, vou gostar do ao vivo, daí a probabilidade de transarmos pode chegar aos 90% ou direto à cama. Se eu hesito diante da foto, já não marco mais encontros para conhecer o porta-piroca, pois é essa embalagem que vai manter minha calcinha no lugar ou jogá-la pro pé.

Ao vivo, rolam outros fatores. A probabilidade de eu me interessar por um cara que ache feio, mas conheci ao vivo, é bem maior. Rola até o interesse tardio. O interesse ao vivo pode ser desencadeado por um olhar, um toque no cabelo, um aperto de mão, um gesto despretensioso que eu ache sexy, a voz, enfim, são tantos.

Dentre os meus tantos critérios, estão: idade (prefiro os novinhos), altura (menos de 1,70 nem olhe para mim), nariz bonito, rosto comprido, não ter barriga, não ter filhos, não ser machista, racista nem homofóbico e, de preferência, não ter o sotaque local. Claro que já saí desse padrão umas várias vezes, mas foi justamente por isso que eu larguei alguns caras com quem até rolava uma química ótima. Mas química não é tudo. No fim, os critérios são tudo, pois eu me sinto incoerente com as minhas próprias regras #aloka.

Por isso que aqui onde moro sempre foi um lugar onde a caça era fraca e continua sendo. Aqui é o lugar onde os homens são praticamente o oposto dos meus padrões.

Como diria a nossa filósofa contemporânea, Kátia, não está sendo fácil…

 

O incrível mundo dos aplicativos

Como não escondo de ninguém, estou na pista pra negócio, e isso inclui estar nos aplicativos de encontros, como o Tinder, Happn, OkCupid, etc. Inclusive parei de falar mal de aplicativos do tipo desde que quase tudo o que tem chovido na horta, desde que voltei pra cá, tem caído do céu virtual.

Após meu último relacionamento, uma das minhas decisões foi NÃO TER MAIS RELACIONAMENTOS SÉRIOS, MONOGÂMICOS E EXCLUSIVOS. Não combinam comigo e nunca me senti bem neles. Sempre me sentia vestindo uma roupa pequena demais para mim. Vai ver que era por isso que eu me achava menos diva, menos bonita e menos interessante logo que o relacionamento ficava sério.

Voltando aos aplicativos, são um universo interessantíssimo para antropólog@s da vida real e hologramátic@s como eu. Morro de rir quando vejo homens escrevendo em seus perfis que estão procurando relacionamento sério ou só namoro, senão nem curta kkkkk Não posso crer que uma criatura esteja naquele mercadão da carne à procura do amor da vida kkkkk Desculpa, gente! Sei que sou uma alma sebosa, mas falta de noção tem que ter um pouquinho de limite.

Voltarei a contar milhares de causos sobre os aplicativos, porque tenho vivido episódios que devem ser narrados. Alguns são tristes, outros são engraçadíssimos ou curiosos. Pena não poder me alongar agora, devido ao adiantado da hora e da minha vontade de ir treinar amanhã cedo… Que eu tenha força pra deixar a cama logo mais, às 7h da madrugada.

Gute Nacht!

 

Pesquisa

Lancei, nesta segunda à noite, uma pesquisa no meu perfil público do Facebook sobre a reação dos homens frente à proposta de serem apenas PAs. Para quem não sabe o que é um PA, significa pau amigo, aquele cara que a pessoa quer para um sexo fixo e nada mais. Nada de relacionamento ou envolvimento afetivo.

Deixei a pergunta aberta a todas as orientações sexuais, pois também é interessante ver se há diferença entre homo e heterossexuais com relação a isso.

O que me moveu foi a curiosidade em saber se os homens se sentem objetos, e se ficam ofendidos ou se sentindo usados quando uma pessoa manifesta apenas interesse sexual por eles.

Nas minhas experiências antropológicas, inclusive muito recentemente, isso do cara aceitar ficar só no sexo nunca aconteceu. Acho que é lenda. Ou é uma vez e tchau, ou os caras já começam a querer amarrar o burrinho no meu pasto. Às vezes continuavam, mas não estavam satisfeitos. Só me acontecia de boa quando não morávamos na mesma cidade.

Estou aguardando os resultados para ver o que a homarada conta.

manifesto de encanto

“estou em desencanto mas profundo no desejo de ser melhor no mundo.” Fabuloso!

Lua é algo de inquestionável. Não se pode olhar através do questionamento, está lá, não falta, é sempre branca nos dias certos, sorri, chora marés ou enxuga. O sol e as plantas e as pedras e os gatos, tudo do reino do inquestionável. O meu corpo aqui agora absolutamente inquestionável, supondo que sim. Não quero truque aqui, mas não sei se é possível. Esse texto foi escrito dentro de um carro enquanto eu dirigia mesmo que agora eu esteja sentado na cama. Preciso desbucratizar a escrita e todas as outras coisas que envolvem morte e vida: até onde não dependo de mim depende de mim, e por isso agora sou quem escreve sentado na cama. Isso é anti manifesto pré pós tudo virar escombro, e por isso anti antes. Mas num existe muro, num existe prédio, num existe rua, num existe nada dinheiro nem escombro, veja bem, tudo isso é…

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O que andei aprontando

Como sempre, passaram-se muitos meses sem eu escrever aqui. Se já existe um audioblog, acho que vou aderir, porque é o jeito mais prático e fácil de colher minhas ideias e publicá-las. Vídeo de canal de Youtube não rola também, porque não sei editar e tenho paciência perto de zero para imagens. Meu negócio são as palavras, escritas ou faladas.

Mas o que eu aprontei nesse tempo todo que não escrevia? Resumindo, curti a vida. Voltei ao proletariado, já saí dele novamente, bebi muito, ri muito, conheci gente, reencontrei gente que amo. Fiz até uma interpretação em um evento, coisa que eu jurava que nunca aconteceria aqui.  Como sempre engolindo os nuncas que saio despejando boca afora.

2016 está muito parecido com 2014, que foram 10 anos em 1. A diferença é que não perdi nenhuma pessoa da família, e espero que isso não mude. Já basta o luto que estou vivendo na cena política, que está lamentável e deprimente.

Enfim, apesar dos inevitáveis incidentes da vida, estou feliz como não me sentia desde 2011. Acho que estou saindo da fase que chamo “buraco negro”, que começou no segundo semestre daquele ano. Acredito que foi um tipo de depressão não diagnosticada e que, se não tivesse voltado pro Brasil, não conseguiria tratar.

Sinto que estou me reencontrando. Há mais motivos para estar feliz que isso?

O Evangelho de Saramago

Para se ler e degustar completamente O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Saramago, aconselho um bom conhecimento prévio de judaísmo.
Quando comecei a lê-lo a primeira vez, há 16 anos, não levei adiante. Felizmente, pois toda a genialidade e intertextualidade dessa obra me passariam despercebidas. Hoje, depois de conhecer a Galileia, Jerusalém e os desertos israelenses, além de entender mais de judaísmo, estou lendo de uma forma completamente diferente.
É um daqueles livros que nos deixam uma tatuagem.

Só a análise salva

Enfim, na quarta-feira da semana passada, retornei ao divã. Embora estivesse precisando desde 2011, não tinha meios para bancar o tratamento e fui adiando, adiando, até que a hora chegou.

A primeira sessão já fez seus efeitos: estou pondo a minha vida física e emocionalmente no lugar.

Bobagem? Não para uma mente confusa que começa a vislumbrar uma luz no fim do seu túnel de sentimentos emaranhados e escondidos.

Estou conseguindo não acumular louça na pia. Organizei roupas que estavam há uns 4 meses se acumulando sobre as cadeiras e a mesa do meu quarto. Guardei as roupas lavadas que se amontoavam há quase o mesmo tempo na área de serviço.

Também voltei a me interessar por caçar na night e parei de sublimar meu desejo sexual. Tudo bem que aqui não há oferta interessante demais para mim, mas eu sempre fui de achar agulhas no palheiro, só que não estava mais acontecendo. Depois da primeira sessão, voltei a ter gosto pela caça. Voltei a acreditar em veni, vidi, vici. E este primeiro sábado pós análise foi exatamente assim: vi, gostei e abati. Com tesão mesmo e, o melhor de tudo, deu vontade de repetir. Há tempos isso não acontecia. Parece que estou recuperando o tesão pela vida. Bophes, I’m back! Projeto harém, lá vou eu!

Contudo, o mais importante dessas primeiras mudanças é que estou conseguindo voltar a investir na minha carreira. Fim do ano passado, eu estava tão pra baixo que até desistir dela eu cogitei.

Não é milagre, é análise.

Tudo isso pode parecer uma bobagem imensa, mas não é. Estou visualizando o fim de uma era de caos na minha vida. Caos emocional, financeiro, profissional, psicológico, em maior ou menos grau.

A segunda sessão ainda está reverberando na minha cabeça e me ajudando a manter a calma quando o meu carro resolveu me deixar na mão pela milésima vez em 2 meses, e estou quase isolada. Pas grave! Ou como se diz em hebraico, hakol ihie beseder (tudo vai dar certo).

Acho que estou mais perto que longe de me reencontrar. Com tudo o que vivi nos últimos 5 anos, muitos lutos, muitas perdas, muita intensidade, e nada de tempo para pensar e digerir tudo o que acontecia à minha volta, eu tinha a sensação de haver me perdido em algum lugar. Fiz como aquela música linda de Cartola,

Deixe-me ir, preciso andar

Vou por aí a procurar rir pra não chorar

Se alguém por mim perguntar

Diga que eu eu só vou voltar quando eu me encontrar

Eis-me aqui buscando. Este foi um dos insights que tive depois da primeira sessão. Estou aqui procurando pelo “eu” que sinto ter perdido.

Voltarei ao tema diversas vezes, por isso ficarei por aqui.

Não se enganem, amig@s, só a análise salva!

Vocabulário útil

Como escrevi no meu perfil, mas sei que muita gente não leu, tenho mania de inventar palavras. É uma mania de família, e ainda tenho a sorte de viver entre amig@s que compartilham do mesmo hábito criativo. Diante disso, considerei necessário este post para orientar @s leitoras e leitores que por aqui passarem. Vamos lá:

Hologramar – termo cunhado por um grupo de amigas, inspira-se na palavra holograma, e começou a fazer parte da minha vida assim que entendi o seu sentido, que é: fazer algo sem um propósito específico; não levar a vida tão a sério/curtir a vida como cada um/a acha legal; dar um rolê pra ver qual é e afins. Por exemplo: “O que estás fazendo aqui? – Só vim hologramar.”; “Eu hologramei muito na minha época de faculdade.”

Bophe ou bofe – até pouco tempo achei que todos entendiam que este termo se referia a qualquer homem, independente da sua orientação sexual, mas não é bem assim. Por exemplo: “fiquei com um bophe mara ontem” = “fiquei com um cara mara ontem”. Bophe/bofe é homem de todos os gostos, cores e sabores para a gente se deliciar. Simples assim.

Amante – amigo colorido, friend with benefits, até um PA por quem eu tenha um sentimento diferente. Enfim, alguém com quem não há compromisso sério monogâmico e chato, mas faz meu coração palpitar de alguma forma, a cama tremer 8 pontos na escala Richter, coisas do tipo. Não precisa ser apenas o terceiro lado do triângulo. Capisci?

Por enquanto é só, mas à medida em que eu for lembrando, adotando ou cunhando novos termos, atualizarei o glossário.